TEMPOS DIFÍCEIS, DE CHARLES DICKENS (#208)

TEMPOS DIFÍCEIS, DE CHARLES DICKENS (#208)

✦ Seja Padrinho do Ler Antes de Morrer:
✦ Link para comprar “Tempos Difíceis”, na Amazon:

* Outras obras clássicas de Dickens, em boas traduções:
– Oliver Twist:
– A vida e as aventuras de Nicholas Nickleby:
– Um conto de duas cidades:
– Grandes esperanças:
– David Copperfield:

O Ler Antes de Morrer é o mais completo canal sobre literatura do YouTube. Aqui você encontra conteúdo exclusivo e de qualidade sobre literatura brasileira e estrangeira, livros de não-ficção, quadrinhos e muito mais. Texto e edição: Isabella Lubrano.

Nossa meta é ler e resenhar 1001 livros. Ou morrer tentando!
_

CONTATO PARA PARCERIAS: [email protected]
_

ENDEREÇO PARA ENTREGAS OU CARTAS:

A/C Isabella Lubrano
Av. Paulista 1754, 9º andar
São Paulo / SP
CEP 01310-920
_

Ler Antes de Morrer nas redes sociais:

Twitter:
Instagram:
Facebook:
Skoob:
Sound Cloud:

estamos de volta no meio desse feriado prolongado essa coisa boa gostosa tá fazendo calor espero que você esteja curtindo o seu feriado e conforme prometido vou trazer hoje a resenha de tempos difíceis uma das obras mais conhecidas e mais importantes do charles dickens que é considerado um dos maiores autores da literatura inglesa e lei charles dickens pelo menos pra mim é sempre um deleite não porque seja uma leitura fácil muito pelo contrário é uma narrativa inter meada de ironias de intromissões do narrador que é sempre muito cáustico às vezes é necessário ler o mesmo parágrafo várias vezes para entender todas as sutilezas e todas as sugestões que o autor deixou é um desafio para a inteligência um dos motivos pelos quais eu adoro ler as obras de charles dickens é porque é visível que ele era um exímio contador de histórias e como que a gente percebe isso bom toda vez que você está lendo algum livro que você está diante de uma narrativa você tem que se fazer algumas perguntas a primeira de todos quem é o protagonista depois o que ele quer em seguida o que o impede de conseguir e depois o que ele faz para superar os obstáculos e finalmente quinta pergunta qual é o desfecho de tudo isso qualquer escritor precisa saber responder satisfatoriamente essa cinco questões para ele ter uma história se não se quer uma história numa tentativa é alguma coisa parecida com uma história e charles dickens sabe muito bem domina essa técnica e sempre nos responde de maneira surpreendente a todas essas perguntas nas suas primeiras narrativas nos seus primeiros romances mais conhecidos ele responde a primeira pergunta quem é o protagonista já no título do livro por exemplo histórias clássicas como oliver twist ou david copperfield mas conforme ele foi amadurecendo como escritor ele também foi sofisticando a sua técnica é tempos difíceis foi publicado em 1850 1854 já era fase mais uma dura de charles dickens e ele resolve ele já tem habilidade suficiente para responder àquelas 5 perguntinhas as básicas de qualquer narrativa de maneira mais inusitada mais original quando a gente lê tempos difíceis a gente fica com a impressão de que existem muitos personagens importantes talvez alguns diriam que é uma história com múltiplos protagonistas mas uma leitura mais atenta vai mostrar que o verdadeiro protagonista deste livro não é um personagem humano quem está em jogo aqui quem está enfrentando uma grande provação é uma ideia um projeto pedagógico um sistema de ensino ou uma filosofia que atende pelo nome de utilitarismo talvez você nunca tenha ouvido falar disso mas trata-se dio uma filosofia que estava muito em voga na inglaterra vitoriana que a inglaterra do século 19 durante o reinado da rainha vitória um período emblemático na história não só daquele país mas também de boa parte do mundo porque naquela época a inglaterra era o maior império colonial que existia portanto eles portavam as suas ideias os seus sistemas de ensino ea sua maneira de ver o mundo pra muitos outros continentes e é um sistema utilitarismo que pode ser resumido numa frase simples e elegante todas as decisões humanas sejam elas governamentais ou particulares devem alcançar a máxima felicidade possível para o maior número de pessoas falei para uma coisa muito legal não é uma coisa que faz muito sentido e é daí que surgiu a idéia de utilidade como aquilo que for capaz de maximizar o bem-estar ou em outras palavras a felicidade tem a maior quantidade possível de pessoas essa ideia sintetizada e muito bem explicada por um filósofo chamado de home banking ela insistia que as melhores ações são aquelas que produzem um resultado mais benéfico para o maior número possível de pessoas vamos marginar um exemplo vai ficar tudo muito mais fácil você vai entender imagine que o parlamento aprova uma lei que vai beneficiar a população de uma cidade de um milhão de habitantes através da do uso e da exploração das águas de um rio mas em contrapartida essa mesma lei vai acabar prejudicando a vida de um aldeia de ribeirinhos de pescadores de 200 moradores segundo os princípios do utilitarismo é uma lei muito muito boa porque ela beneficia 1 milhão de pessoas enquanto prejudica apenas 200 pessoas portanto fazendo uma conta matemática simples a gente percebe que o saldo é super positivo e essa lei deve ser aprovada seguindo essa lógica é transportando a filosofia utilitarista para a realidade brasileira uma notícia recente por exemplo a gente não deve dizer que a samarco cometeu nenhum crime por causa da quebra da barragem que protegia né os resíduos de minério e que acabou destruindo algumas poucas populações ribeirinhas um punhado de pessoas algumas centenas de pessoas afinal de contas a riqueza trazida para toda a sociedade através da atividade de mineração a riqueza trazida para o brasil é muito superior e traz bem estar e felicidade para um número muito maior de pessoas do que essa meia dúzia de pessoas que morreu por causa da quebra da barragem acho que a coisa já tá começando apareceu meio esquisita no resgate pois é pode parecer um pouco estranho essa ideia de calcular a felicidade de alguns – a infelicidade de outras mas foi exatamente uma fórmula matemática um algoritmo que usava números o que foi proposto pelo tal do filósofo jeremy bank que é considerado o pai do utilitarismo imaginou que seria possível verificar a ser uma coisa boa ou ruim se uma lei uma ação uma decisão uma postura de vida era burro em através de um cálculo matemático a gente calcula se aquilo traz mais felicidade para um número grande de pessoas – a infelicidade e aquilo possa trazer era uma minoria e assim ele acreditava ter encontrado um sistema perfeito para governar tanto a sua vida particular quanto para propor ali pra governar o seu país inteiro eu preciso dizer que esse jeremy bentham não era só um cara que falava em que escrevi alguns livros ele foi um pensador bastante influente lá na inglaterra no tempo do charles dickens na primeira metade do século 19 ele teve um pupilo famoso famosíssimo por sinal que é john sudworth meu que superou inclusive o seu mestre se tornou o filósofo muito importante na história do liberalismo e enfim era um filosofia que eram proposta seriamente e quando a gente pára pra pensar a gente estava vivendo um período na história da europa e da inglaterra quando as ciências exatas a matemática estatística e mesmo as ciências naturais como a biologia física a química elas estavam passando por um período muito rico de descobertas então era compreensível que se acreditasse que era possível encontrar soluções respostas nos números para problemas complexos problemas da sociedade e olha que a inglaterra na primeira metade do século 19 estava enfrentando cada vez mais e mais problemas eu estou falando é óbvio da revolução industrial que trouxe muita riqueza para a inglaterra mas também trouxe de lambuja problemas sociais problemas ambientais que nunca tinham se enfrentado antes alguns exemplos desses problemas a poluição ambiental as cidades inglesas que dependiam da indústria que se desenvolveu muito com novas e novas indústrias de tecido fetal todo aquele processo da primeira revolução industrial elas ganharam uma nevo a preta permanente porque as fábricas funcionavam praticamente 24 horas sempre jogando fumaça preta no ar dizia-se inclusive na cidade onde se passa a história cidade de coco então é como se o tempo estivesse permanentemente nublado você nunca conseguiu ver diretamente o sol por quê sempre havia uma nuvem de fumaça tapando deixando o sol em permanente eclipse imagina só as consequências que esse tipo de poluição do ar tão séria provocava na saúde das pessoas ea mesma coisa poluição dos rios hoje em dia a maioria das cidades desenvolvidas na inglaterra por exemplo conseguiram despoluir seus rios mas nós que vivemos aqui no brasil sabemos muito bem o que é ter rios poluídos e os destruídos como é o caso do rio doce são problemas graves além disso a gente tem todos os novos problemas sociais a gente tem a criação de uma nova classe social que a classe dos operários dos trabalhadores na indústria eles eram muito mais numerosos no entanto eles viviam de maneira muito empobrecidas quase na beira da miséria porque ganhavam sempre apenas o suficiente pra sobreviver e natural que dentro dessa realidade dessa classe operária também começassem a se organizar em sindicatos a reivindicar condições de trabalho mais digna salários melhores então estavam começando a crescer tensões sociais muito importantes eram problemas novos que estavam surgindo nessa nova inglaterra do século 19 industrializada e que filósofos e pensadores tentavam solucionar através de números através mais especificamente através da racionalidade pura havia uma confiança muito grande na capacidade das ciências de resolverem todos os problemas dos seres humanos então utilitarismo essa filosofia que eu descrevi agora reflete bastante essa confiança nos números e nos cálculos matemáticos e na racionalização dos problemas para tentar encontrar sempre as melhores soluções e é por isso que o utilitarismo desfrutou de muito prestígio na inglaterra vitoriana e acabou inspirando se em muitas reformas legislativas reformas no direito penal por exemplo e também agora sim a gente volta para o nosso livro eu tive que fazer essa pequena introdução mas ele também inspirou a reformas no sistema educacional tempos difíceis é basicamente um livro a respeito de educação ou em outras palavras como devemos educar as crianças para que elas sejam adultos responsáveis e também felizes um dos principais personagens de tempos difíceis aliás a primeira cena é muito interessante é o dono de uma escola chamado senhor brady grande ele tem um colégio e aplica essa filosofia utilitarista nas aulas e o senhor grade grande ele tem dois filhos pequenos na verdade tem cinco filhos mas a gente só conhece os dois mais velhos que são a luiza e otton tanto esses dois meninos quanto todos os outros alunos da escola do senhor grande grande eles aprendiam apenas as disciplinas consideradas úteis lógicas e necessárias para que elas se tornassem lá na frente trabalhadores produtivos e racionais contribuindo assim portanto a felicidade geral da nação é produzindo mais riqueza para inglaterra e deixando todo mundo feliz recebe aquele o princípio da utilidade a gente deve fazer aquilo que vai maximizar o bem estar de todos acontece que não é assim tão fácil vocês vão concordar comigo determinar o que é felicidade bem estar usando apenas uma fórmula matemática por exemplo aqui no colégio utilitarista de tempos difíceis as brincadeiras a contação de histórias a imaginação ea fantasia são consideradas altamente desnecessárias inúteis e até mesmo perigosas para a formação de uma criança vocês podem imaginar portanto o trauma das criancinhas inglesas que tinham que se matricular na primeira série quando ela chegava no primeiro dia de aula aliás acho que não precisa nem imaginar isso foi descrito pra gente numa música o rock famosíssimo dos anos 70 se chama the logical song tão molhado [Aplausos] não acham silva na promoção do turismo na dito na página nem pensei em voltar agora para ficar muito longo essa música é muito boa vou deixar em cima no card depois que vocês acabaram de ver este vídeo vejam ouçam essa música inteira e reparem o vocalista que canto essa música ele a escreveu escreveu a letra inspirada na própria infância e ele foi criança não em 1850 como os dois meninos aqui a luiza e o tom do charles de 15 ele foi criança em 1950 e ainda assim a lógica utilitarista do sistema de ensino sobrevivi via lá na inglaterra nós temos uma personagem aqui outra importante que também poderia ser uma das protagonistas não é que a personagem da cici ela é uma criança que veio do mundo – utilitarista do mundo ela é filha de artistas itinerantes de um circo que passa pela cidade então ela vem de um mundo de fantasia de entretenimento diversão de imaginação e de solidariedade onde as pessoas da trupe se ajudavam como se fossem todas da mesma família essa menina é abandonada pelo pai que está em declínio na carreira o pai dela é palhaço mas ele está em declínio ele está passando por problemas financeiros problemas com a bebida então ela é abandonada pelo pai foge e então essa menina que se torna uma órfã é adotada na família do senhor brady grande e resolve acreditando ser realmente a melhor educação que ele pode dar pra ela resolve livrá la de toda aquela trabalha cultural circense que ela teve durante a infância e ensiná la com os fatos a ciência a lógica os números dar a elas ferramentas que ele acredita necessárias para que ela seja uma adulta mais feliz e é lógico que assim se vai personificar o trauma que as crianças viviam diante dessa educação tão tão rigorosa e que abrirá tão pouco espaço para a imaginação pra brincadeira enquanto tudo isso acontece nós temos outros núcleos de personagens a gente tem o personagem engraçadíssimo e ao mesmo tempo revoltante a gente morre de raiva dele que é o senhor bauru emdurb que vem a ser o industrial dono das fábricas de tecido da cidade um homem que se orgulha muito de ter subido na vida sem ajuda de ninguém que começou do nada e fez toda a sua fortuna ele faz bastante aquele discurso da meritocracia ele é um personagem importantíssimo nessa história que vai ter muitos desdobramentos também nós temos um outro núcleo de personagens que são os trabalhadores da fábrica do senhor balbi a gente tem aqui o estilo em blackpool que gosta de uma companheira que gosta de uma outra operária no entanto ele já é casado ele vive um casamento problemático então a gente tem tramas paralelas como eu falei charles dickens era um exímio contador de histórias e ele conseguia de maneira inacreditável inter e lançar todas essas tramas e mesmas coisas que parecem mais distantes e nada a ver uma hora se tocam e tudo conta a mesma história no fundo ele está usando todos esses artifícios contando todas essas histórias de vida para fazer uma grande crítica à educação utilitarista que estava tão em voga na sua época é um romance que tem traços de filosofia portanto ele reflete a respeito da educação da infância e todos os valores que eram questionados pelos utilitários como inúteis como por exemplo a solidariedade a dia com paixão a diversão alegria a risada a brincadeira ele reflete a respeito de todos esses temas que são grandiosos e universais mas ele também consegue criar muitas aventuras situações cômicas ele tem uma um narrador que é sempre muito irónico é um escritor muito competente que consegue passar grandes idéias com narrativas divertidas que a gente lê com muito gosto porque são cheias de aventura e muitos momentos relação bastante emocionantes não é uma narrativa realista o charles de quem veio antes do realismo na literatura ele tem traços de romantismo é um pouco sentimental eu acho que ele se aproxima bastante com o tom daschle dos folhetins das novelas das radionovelas que viriam mais pra frente mas sempre trazendo muita qualidade literária eu encerro este vídeo então fazendo uma reflexão até uma provocação é a gente viu que o utilitarismo sobreviveu lá na inglaterra durante muito tempo e no entanto veja só você quanto mais tenta ensinar e dobrar as crianças e ensiná las a pensar racionalmente abandonar toda a fantasia às vezes você acaba gerando até o efeito rebote eu posso observar isso muito claramente na história da literatura da inglaterra que foi onde surgiu alguns dos maiores nomes da fantasia do nonsense a gente tem hoje os quer ou por exemplo era um professor de matemática certamente um cara educado dentro de todo o rigor e de todos os números e da aritmética da educação utilitarista e no entanto ele tinha uma pessoa não alter ego um escritor ele virava um escritor escreveu alice no país das maravilhas que é cheio de fantasia e questionamento e enfim é totalmente anti utilitário isso mais para frente a gente teve o token que escreveu o senhor dos anéis ea gente teve o cs lewis que era amigo do tolkien que escreveu as crônicas de nárnia quer dizer dois clássicos incontestáveis da fantasia que inspiraram tudo o que foi escrito do gênero fantasia depois deles então a gente também teve o surgimento do rock não o rock surgiu nos estados unidos o rock inglês ficou se transformou num dos mais importantes do mundo e traziam essa contestação e trazem essa brincadeira com a fantasia só lembrar das músicas dos beattles em vários álbuns então a reflexão que eu quero propor pra gente agora no fim desse vídeo é essa quando escolas tentam reprimir uma qualidade então em quadra alunos dentro de uma forma de pensamento às vezes pode haver um efeito rebote então vamos lembrar dessas coisas toda vez que alguém aparecer por aí defendendo um certo projeto educacional para domesticar as escolas do discurso dentro das escolas brasileiras não é verdade a gente vai ficando por aqui é se você ficou curioso lógico vou deixar aqui em baixo o link pra você comprar o tempos difíceis do charles dickens e também quero agradecer os meus padrinhos e as minhas madrinhas que colaboram todos os meses para que esse projeto continue existindo um beijo para todos a gente se vê então na semana que vem até mais

Tags:

  1. Estou estudando os autores ingleses, muito boa essa resenha.Charles Dickens era verdadeiramente o interprete fiel usando sempre um como toque critico e cômico as condições da vida privada na Inglaterra de sua época…. Brilhante.

  2. Esse livro parece bem interessante. Li – quer dizer, comecei a ler – um livro do Charles; não lembro qual. Só lembro que o larguei, porque o achei chato. Isso me manteve longe do Dickens por longos anos. Mas, depois dessa resenha, vou lhe dar uma segunda chance: Lerei "Tempos Difíceis". Valeu a hint, Isabella.

  3. Sou professor de Filosofia e gostei muito de sua resenha. Só o finalzinho… kkkk. O que observo hoje é que existe um "senso crítico" já oferecido pronto para os alunos. Caso você não adira a esse senso crítico, que não é senso crítico porque é uma visão já pronta das coisas, você sofre censuras informais, mas eficazes. Há um cinismo nisso tudo. A verdade é que a esquerda quer moldar os alunos a sua imagem e semelhança e a direita quer fazer o mesmo. Ninguém tem coragem (acho que já não tem mais nem capacidade) para correr os riscos de conceder que aquele ponto de vista que você tanto rejeita pode até estar certo… isso é perigoso – perigoso para quem? – perigoso para sua visão, que se cair parece que fará você cair junto.

  4. Eu li muito o dickens qdo era mais jovem (diga-se antes de terminar a graduação em música) e o olhar que eu tinha de sua obra, sobretudo deste livro resenhado, eram outras, porem depois de estudas alguns contextos na universidade, principalmente a história da educação eu pude reflettir na profundidade que era o material e a sua critica !!

  5. Para entender melhor o processo educacional ideal segundo a filosofia utilitarista vale a pena pesquisar sobre a infância do próprio John Stuart Mill e ao processo educacional ao qual ele foi submetido.

  6. Olá querida, sou advogada e ao começar ouvir a descrição desse livro, fui fazendo link com o direito até que vc citou expressamente o direito penal e finalmente fez essa analogia com os tempo difíceis que estamos vivendo ultimamente no campo da educação. A palavra é gratidão, Deus te abençoe.
    .

  7. O Reggae – Legião Urbana
    Essa canção também fez-me lembrar sobre a opressão nas escolas.
    "Ainda me lembro aos três anos de idade
    O meu primeiro contato com as grades
    O meu primeiro dia na escola
    Como eu senti vontade de ir embora
    Fazia tudo que eles quisessem
    Acreditava em tudo que eles me dissessem
    Me pediram pra ter paciência
    Falhei, gritaram: cresça e apareça!"

  8. Amei Isa! Parabéns! Várias pessoas já escreveram o que eu ia falar, então não vou me repetir.
    Isa, quando tiver um tempinho, poderia atualizar teu skoob? Gosto de acompanhar por lá tuas leituras e pelas notas escolho meus livros! Hehehe. Beijão

  9. Eis o texto do projeto de lei escola sem partido. Texto original extraído do site do referido movimento político. Quem quiser criticá-lo, que o faça atacando item por item, justificando sua resposta. Abraços a todos sem exceção e sem intolerância:

    "Art. 1º.  Fica criado, no âmbito do sistema estadual de ensino, o "Programa Escola sem Partido", atendidos os seguintes princípios:

    I – neutralidade política, ideológica e religiosa do Estado;

    II – pluralismo de ideias no ambiente acadêmico;

    III – liberdade de consciência e de crença;

    IV – liberdade de ensinar e de aprender;

    V – reconhecimento da vulnerabilidade do educando como parte mais fraca na relação de aprendizado;

    VI – educação e informação do estudante quanto aos direitos compreendidos em sua liberdade de consciência e de crença;

    VII – direito dos pais a que seus filhos recebam a educação moral que esteja de acordo com suas próprias convicções.

    Parágrafo único. O Poder Público não se imiscuirá na orientação sexual dos alunos nem permitirá qualquer prática capaz de comprometer ou direcionar o natural desenvolvimento de sua personalidade, em harmonia com a respectiva identidade biológica de sexo, sendo vedada, especialmente, a aplicação dos postulados da ideologia de gênero. 

    Art. 2º. São vedadas, em sala de aula, a prática de doutrinação política e ideológica bem como a veiculação de conteúdos ou a realização de atividades de cunho religioso ou moral que possam estar em conflito com as convicções dos pais ou responsáveis pelos estudantes.

    § 1º. As escolas confessionais e as particulares cujas práticas educativas sejam orientadas por concepções, princípios e valores morais, religiosos ou ideológicos, deverão obter dos pais ou responsáveis pelos estudantes, no ato da matrícula, autorização expressa para a veiculação de conteúdos identificados com os referidos princípios, valores e concepções.

    § 2º. Para os fins do disposto no § 1º deste artigo, as escolas deverão apresentar e entregar aos pais ou responsáveis pelos estudantes material informativo que possibilite o conhecimento dos temas ministrados e dos enfoques adotados.

    Art. 3º. No exercício de suas funções, o professor:

    I – não se aproveitará da audiência cativa dos alunos, para promover os seus próprios interesses, opiniões, concepções ou preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias;

    II – não favorecerá, não prejudicará e não constrangerá os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, morais ou religiosas, ou da falta delas;

    III – não fará propaganda político-partidária em sala de aula nem incitará seus alunos a participar de manifestações, atos públicos e passeatas;

    IV – ao tratar de questões políticas, sócio-culturais e econômicas, apresentará aos alunos, de forma justa, as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas concorrentes a respeito;

    V – respeitará o direito dos pais a que seus filhos recebam a educação moral que esteja de acordo com suas próprias convicções;

    VI – não permitirá que os direitos assegurados nos itens anteriores sejam violados pela ação de estudantes ou terceiros, dentro da sala de aula.

    Art. 4º. Os alunos matriculados no ensino fundamental e no ensino médio serão informados e educados sobre os direitos que decorrem da liberdade de consciência e de crença assegurada pela Constituição Federal, especialmente sobre o disposto no art. 3º desta Lei.

    § 1º Para o fim do disposto no caput deste artigo, as escolas afixarão nas salas de aula, nas salas dos professores e em locais onde possam ser lidos por estudantes e professores, cartazes com o conteúdo previsto no Anexo desta Lei, com, no mínimo, 70 centímetros de altura por 50 centímetros de largura, e fonte com tamanho compatível com as dimensões adotadas.

    § 2º. Nas instituições de educação infantil, os cartazes referidos no parágrafo 1º deste artigo serão afixados somente nas salas dos professores.

    Art. 5º. Professores, estudantes e pais ou responsáveis serão informados e educados sobre os limites éticos e jurídicos da atividade docente, especialmente no que tange aos princípios referidos no art. 1º desta Lei.

    Art. 6º. As reclamações relacionadas ao descumprimento desta Lei serão dirigidas, sob garantia de anonimato, à Secretaria de Educação, e encaminhadas, sob pena de responsabilidade, ao órgão do Ministério Público incumbido da defesa dos interesses da criança e do adolescente.

    Art. 7º. O disposto nesta Lei aplica-se, no que couber: 

    I – às políticas e planos educacionais;

    II – às propostas curriculares;

    III – aos livros didáticos e paradidáticos;

    IV – às avaliações para o ingresso no ensino superior;

    V – às provas de concurso para ingresso na carreira docente e aos cursos de formação de professores;

    VI – às instituições de ensino superior, respeitado o disposto no art. 207 da Constituição Federal.

    Art. 8º.  Esta Lei entra em vigor no prazo de sessenta dias, a partir da data de sua publicação.

  10. Verdade , senão obstante não temos um sistema como o utilitarismo no Brasil , temos o socioconstrutivismo de Paulo Freire , em sua educação libertária, paramos assim para pensar nas peças que podemos encaixar com essa lógica…

  11. Gente , gostaria de começar a ler Charles Dickens, começo com qual obra ? Tenho aqui em casa Oliver Twist, começo por ele? Quem puder me falar e recomendar eu agradeço ❤😊

  12. Li Dickens esse ano pela primeira vez com "David Copperfield". Adorei a leitura, muito marcante apesar de gigante. Meu próximo livro dele que pretendo ler é "Um Conto de Duas Cidades" mas esse definitivamente entrou no páreo depois dessa resenha fantástica.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *